“Quem somos nós?” não “acorda” alunos de comunicação O drama de Brian Wilson

A mente está fashion

19 de Setembro de 2006 às 08:04 admin  | Enviar por e-mail

No mundo a moda, a palavra fashion não significa somente moda, em português. Ela é utilizada para designar uma tendência, muito efêmera, virando “modinha”. Ou seja, momento rápido de um gosto sobre um tipo de acessório, vestimenta etc. A mente se enquadra nesse conceito. Revistas, jornais, tv, internet estão cada vez mais falando sobre os “mistérios da mente”. Então se cria um tipo de “massa crítica” para que os aventureiros e mal intencionados se aproveitem da “modinha”.
Outro dia peguei um folheto, distribuído no bairro dos Jardins (SP), que mostrava que uma escola de grife já utiliza neurocientistas para “qualificar” a mente do aluno. Para o pai que se informa pelos meios de comunicação sobre a mente, a proposta é a fome com a vontade de comer. Bingo. Mas os resultados disso podem não ser os mesmos de usar uma roupa que está na “modinha”, depois que passar o “frisson”, posso jogá-la fora. Trabalhar com mentes, podem causar danos desconhecidos e de difícil reversão.
Porém, o dano físico é mais aparente e vira até notícia. Leia abaixo, uma delas, e se acostume, isso virará “moda”.

Poder da mente e pés queimados

Um grupo de cerca de 80 pessoas se hospedou no final de semana no hotel Premium Norte, na Vila Padre Anchieta, em Campinas, para participar de um curso de neurolinguística. Pois o palestrante do curso, Wagner Dias Barbosa Lima, 36 anos, decidiu provar que o poder da mente supera qualquer obstáculo. Para isso, resolveu fazer um teste “simples”. O grupo deveria andar sobre brasas colocadas no chão.
Nada aconteceria, garantiu Lima, segundo a “Folha” (conteúdo para assinantes). Pelo menos 30 pessoas do curso acreditaram. A providência a seguir foi chamar o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu). Todas tiveram queimaduras nos pés. Parte das vítimas foi atendida por uma ambulância no local. O restante foi levado a hospitais próximos.
Segundo o dicionário Michaelis, neurolingüística é um “conjunto de estudos sobre a influência da linguagem sobre o cérebro e o comportamento humano, que pretende ajudar a mudar hábitos indesejados e proporcionar maior sucesso profissional”.
Apesar de o curso ter terminado de um modo um tanto quanto deprimente, deve ter servido para alguma coisa. Quem sabe os inscritos não aprenderam a mudar o “hábito indesejado” de acreditar em picaretagem?

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