Arquivo de Outubro de 2008

Aumento da velocidade na produção e divulgação da notícia deteriora a precisão informativa

A máxima que nenhuma notícia, por mais que seja bem produzida, resiste à análise de um especialista é inquestionável. Outra máxima seria que o aumento da velocidade na produção e divulgação da notícia deteriora a precisão informativa. Essa também não tem encontrado resistências.
Entretanto, apesar de todos os veículos de comunicação tradicionais (impresso, rádio e tv) sofrerem com essa causualidade, é a web que tem ‘revelado’ com maior intensidade essa relação.
A velocidade proporcionada pelas redes telemática, cada vez com mais musculatura (wire and wireless), está levando essa máxima ao extremo, que prejudica, em muito a confiabilidade na informação noticiosa, jogando-a, muitas vezes, no campo que posso denominar de “chute”.
Para reduzir a relação entre aumento de velocidade = deteriorização da precisão jornalística sugiro uma variável nesse processo: utilização de profissionais experientes, com habilidades tecnológicas e com bagagem cultural e informativa atualizada.
Esse vetor, combinando conhecimento, técnica e tecnologia, pode atenuar essa relação, pois um profissional com esse perfil, mesmo tendo contra si a velocidade imposta pelo meio, consegue se livrar de muitas armadilhas, entre elas, a não compreensão da dimensão do fato e todas as suas relações e possibilidades. Em contraponto ao atual profissional que tem, muitas vezes, uma visão rasteira de mundo.
Mas por que a mídia não contrata este tipo de profissional? Simples, custa caro. Na era do COPY AND PAST, o que menos interessa é a qualidade, pois com alguns trocados, estagiários povoam os portais. Existem ótimos estagiários, porém, sem as capacitações acima mencionadas.
Assim, a relação relação entre aumento de velocidade = deteriorização da precisão jornalística, na era digital, continuará a pleno vapor.

Adicionar comentário 23 de Outubro de 2008 às 13:03 admin

Diferente, mas igual. Entendeu? Nem eu.

Desde 1992, ministro aulas de graduação em cursos de Comunicação (Jornalismo, Publicidade, Relações Públicas, Midias Digitais e Cinema Digital). Foram várias instituições e cidades. Entretanto, dei-me conta, agora, de uma questão: a percepção reinante, nesses meios, é que os alunos são todos diferentes (origens, interesses, vontades) e que isso tem que ser respeitado. Então, quando o professor atua nessas diferenças, buscando construir projetos e conhecimento com alunos que possam desenvolver melhor suas habilidades e que tenham vontade de evoluir, acontece um fenômeno: um sistema “emerge” e forças contrárias atuam fortemente para anular esse tipo de postura.
Umas das alegações que mais ouvi foi: todos os alunos são iguais, não se pode privilegiar nínguém. Ai, matam projetos e pesquisas.
Então, todos são diferentes, mas quando alguém quer evoluir, todos são iguais. Entendeu? Nem eu. Entretanto essa “lógica” perversa funciona.

Adicionar comentário 14 de Outubro de 2008 às 15:54 admin


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