Vivemos num mundo conectado da referência. Um referência para outro e assim por diante. O que tem de novo? Nada. É o cachorro correndo atrás do próprio rabo. Deixamos de olhar pela janela do mundo real e observar, para encontrar no mundo dos servidores digitais conectados fragmentos da natureza binarizados…. tentando criar uma “realidade digital”. Ressuscita Darwin e nos ensine como olhar a natureza novamente.
22 de Julho de 2009 às 17:56
admin
Uma questão ronda meus pensamentos nessa manhã. Como devem ser cobrados os professores e pesquisadores que “criaram uma realidade”, beirando a ficção, sobre o exercício da profissão de Jornalismo no Brasil? “Venderam” durante anos um perfil e “importância” profissional para muitos jovens que poderiam entender a mudança da sociedade, principalmente, nos aspectos das tecnologias de informação e comunicação.
9 de Julho de 2009 às 11:37
admin
A ciência moderna começa a entender a maneira como percebemos a passagem do tempo, apesar do tema ser pensado desde a época de Aristóteles. A passagem do tempo, provavelmente, é a característica mais básica da percepção humana. A partir dessa percepção, por exemplo, procuramos coordenar as nossas atividades com a de outras pessoas.
O Jornalismo entende a importância dessa característica humana e implementa uma série de produtos baseados na questão do tempo, produzindo porções selecionadas de informações para serem captadas pela atenção humana, escolhidas por ela e entendidas pela mente humana.
O trabalho não trata da questão tempo somente no campo do Jornalismo, mas nos campos que estudam o conjunto mente/cérebro sobre a perspectiva das Ciências Sociais Aplicadas (Comunicação) e da Ciência Cognitiva. Entretanto,o trabalho menciona os diversos modos como termo tempo é empregado e estudado na Ciência, para que se recorte devidamente o tema pesquisado, utilizando a metodologia de observação indireta bibliográfica e documental.
A pesquisa procura entender o que leva o ser humano, quando lhe é oferecido a possibilidade de receber conteúdo jornalístico através de plataformas eletrônicas (rádio e TV) e/ou digitais (Web), preferir notícias que contenham a percepção de “tempo real”. Para isso, foi necessário cruzar conceitos e práticas jornalísticas com informações de outras áreas do conhecimento humano, como a Ciência Cognitiva, visando compreender o fenômeno de forma mais clara um tema complexo e de caráter pluridisciplinar.
Pesquisas indicam que o tempo na vida humana deve-se à descoberta de que ele governa as atividades biológicas e mentais do homem e que o tempo presente é o mais importante dos “tempos” criados pelo ser humano. Existe uma vinculação entre o tempo presente e o sistema de atenção humana. Essa conexão é necessária para que o homem obtenha a informação para sua sobrevivência e, parece ter, um grau de prioridade maior em relação aos outros tipos de informação.
A hipótese é que o Jornalismo se aproveita dessa “característica” inerente ao ser humano para sincronizar o seu modelo de negócio, de entrega de informação de relevância social, no tempo criado biologicamente e mentalmente pelas necessidades humanas.
Para isso cria rótulos de produtos noticiosos com alusão ao “tempo real” e utiliza as potencialidades das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) para emular a sensação de imediatismo no receptor da informação jornalística.
Entretanto, o conjunto mente/cérebro trabalha com uma defasagem entre o recebimento da informação sensorial e o seu processamento e as TIC’s também têm o seu atraso (delay), entre a captação da informação e a disponibilização dela nos receptores (TV, Rádio e Internet). Esses fatores impossibilitam que a informação jornalística seja recebida e absorvida em “tempo real”.
Porém, a despeito dessas questões científicas, a pequisa mostra que o Jornalismo construiu um modelo de negócio baseado no “tempo real”, que tem como fator principal a velocidade na transmissão da informação. A utilização dos tempos biológicos e mentais do ser humano e as TIC’s tornaram-se, para o Jornalismo, atributos fundamentais para o seu modelo de negócio de “tempo real”.
Referências
BECHTEL, Willian; GRAHAM, George. A Companion to Cognitive Science. EUA:BlackWell, 1999.
COSTELA, Antonio F. Comunicação: do grito ao satélite. Campos do Jordão: Editora Mantiqueira, 2002.
DAVIES, Paul. O Fluxo Misterioso. In: Scientific American: Paradoxos do Tempo. Edição Especial, número 21, dezembro, 2007.
DAMASIO, António R. Quando tudo aconteceu. In: Mente e Cérebro, Janeiro, 2009.
DAMASIO, António R. Lembrando de quando tudo aconteceu. In: Scientific American: Paradoxos do Tempo. Edição Especial, número 21, dezembro, 2007.
FRANCISCATO, Carlos Eduardo. Atualidade no Jornalismo. Trabalho apresentado no IX Encontro da Compós, Porto Alegre, PUC-RS, 2000.
GLEICK, James. Faster: The Acceleration of Just About Everything. New York: Pantheon Books, 1999.
GOODMAN, Sharon; GRADDOL, David. Redesigning English: New Texts, New Identities. Inglaterra: Routledge, 1996.
LIMA JR, Walter Teixeira. Bases conceituais visando a criação de UML (Unified Modeling Language) para pesquisa e validação qualitativa de fontes de informação jornalística. Relatório de Pós-doutorado, São Bernando do Campo, Universidade Metodista de São Paulo, 2007.
PIETTRE, Bernard. Filosofia e Ciência do Tempo. Bauru: Edusc, 1997.
SACKS, Oliver. Velocidade: aberrações de tempo e movimento. In: Revista Mente e Cérebro. Ano XV, número 182, março de 2008.
STIX, Gary. Tempo real. In: Scientific American: Paradoxos do Tempo. Edição Especial, número 21, dezembro, 2007.
URRY, Urry. Sociology Beyond Societies: mobilities for the twenty-first century. New York: Routledge, 1999.
WHITROW, G.J. O tempo na história. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988.
WILSON, Robert A.; KEIL, Frank. The MIT Encyclopedia of the Cognitive Sciences. The MIT Press, 1999.
WOJCMAN, Judy. Life in the fast lane? Towards a sociology of technology and time. Inglaterra: The British Journal of Sociology 59, no. 1, pags 61 - 77, 2008.
1 de Julho de 2009 às 13:15
admin
Racismo no futebol. Quanta ignorância. O “conceito de raça” já foi DEMOLIDO pela ciência. O que temos são Etnias. Mas, lendo um texto “Nossa gangue”, de Milford H. Wolpoff, descobri também que a idéia de que éramos “primos” dos Chipanzés também é equivocada. Há mais de 10 anos, pesquisadores descobriram um ancestral comum aos Orangutangos, Gorilas, Chimpanzés e Humanos: o Ramapithecus. Somos todos macacos.
30 de Junho de 2009 às 20:36
admin
A Biologia estruturou-se como ciência após a introdução de uma tecnologia fundamental para separar o “mundo mágico”, como o vitalismo, do mundo científico: o microscópio. Na Comunicação precisamos urgentemente de um “microscópio (in) e/ou telescópio (out)”, pois não dá para conviver com tantas teorias (sob a luz da ciência moderna seriam apenas hipóteses) que somadas são maior do que o objeto. Seria a neurociência?
26 de Junho de 2009 às 11:54
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Entendo o frisson sobre o Twitter e a sua popularização. Deve ser estudado em dissertações de Mestrado, teses de Doutorado e quiça, num pós-doutorado. Entretanto, quando o e-mail tornou-se a ferramenta “stickest” de toda a internet, e continua sendo, não vi e não vejo estudos sobre as “possibilidades”, “maravilhas”, “revoluções” impetradas por ele. Será porque ele não faz parte da microsociedade do espetáculo?
25 de Junho de 2009 às 12:03
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De um cosmonauta russo, que já esteve no espaço por seis vezes: “o espaço é inimigo da vida. É absolutamente mortal, terrível. Fica difícil traçar um paralelo com a terra. As forças contrárias à vida são sensíveis, sempre em qualquer lugar, mas no espaço a gente não sente nada, só sabe que é perigoso. Tudo é absoluto. Você vive ou está morto. A nave nos protege, permite sobreviver.” É, o céu não é tão lindo !
às 12:03
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É muito interessente observar o comportamento humano no que tange à questão da “sensação de controle”. Acredita-se que temos o “controle” sobre uma determinada situação, mas quando o ambiente natural atua de forma diferente das “estruturas de controle” que acreditamos existir e funcionar, o anacronismo do “pseudo controle” se evidencia. Ex: a queda do Diploma de Jornalismo nas listas de discussão sobre o tema.
22 de Junho de 2009 às 17:50
admin
Estamos na época, que denomino de “Cabala Cibernética”. Na breve história do ser humano, uma característica básica incontestável é que ele “crê”. Isso o leva a lugares lindos e aos mais profundos ….. ele precisa acreditar em algo piamente. Em tempos de Internet, a tecnologia virou o fio desencapado dessa necessidade de “crer”. Grudado a ela, ele acredita que irá se conhecer e entender a humanidade. Coisa triste.
16 de Junho de 2009 às 19:22
admin
Antes da Internet existir comercialmente no Brasil, as análises, comparando os veículos midiáticos nacionais (eletrônicos e analógicos) com os existentes no exterior na questão da qualidade tecnológica e informativa, eram rebatidas pelos proprietários e pré-postos brazucas com o argumento que não poderia se comparar, pois o vetor econômico era descomunal. Ou seja, “eles têm dinheiro para investir e nós não”. Essa máxima valeu como verdade durante décadas.
Entretanto, com a evolução de parte da internet para mídia, essa ‘desculpa’ não pode ser mais dada. A grande revolução da Internet é o baixo custo, mesmo assim, os portais brasileiros são muito fracos tecnologicamente ao serem confrontados com os do exterior. E não precisa ir longe, basta ver o Clarin, feito pelos argentinos. Mas se quiser referência, vá ao NYTimes.
Mas por que esses portais brazucas continuam fornecendo serviços de baixa qualidade informativa e tecnológica? Devido à barreira da língua. A língua portuguesa criou um feudo de negócio, protege um modelo de negócio baseado muitas vezes no COPY AND PAST.
Entretanto, isso não durará muito. Quando o tradutor universal estiver pronto. POW. Todos brasileiros poderão navegar por sites estrangeiros sem precisar conhecer a língua do país de origem do veículo.
A pergunta que aparece na mente é: o tradutor está longe existir? Hummm… talvez não. O Google disponibilizou no You Tube um tradutor de legendas… já é uma ponta no iceberg.
11 de Novembro de 2008 às 17:18
admin